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Capa do livro Os Sertões: Testemunho e Apocalipse – Euclides da Cunha, exemplar usado à venda na Livraria Meu Rio de Todos os Tempos
Os Sertões: Testemunho e Apocalipse – O Brasil em Chamas e em Palavra.

 

O épico que nasceu do espanto

Há livros que atravessam o tempo como se carregassem o peso de uma revelação. “Os Sertões: Testemunho e Apocalipse”, de Euclides da Cunha, é um desses monumentos literários que parecem escritos em pedra e sangue. Publicado em 1902, o livro nasceu da perplexidade de um engenheiro, jornalista e pensador diante de um país dividido entre a modernidade republicana e o Brasil arcaico, resistente, sertanejo.

Escrito no calor das ruínas da Guerra de Canudos, Euclides transformou o que seria um simples relato jornalístico em uma das obras mais complexas e poderosas da língua portuguesa. A cada página, ele revela um país em disputa consigo mesmo — onde o homem, o solo e a fé se enfrentam como forças elementares.


Entre o testemunho e o abismo

Dividido em três partes — A Terra, O Homem e A Luta —, o livro percorre a geografia física e moral do sertão nordestino. Euclides começa descrevendo o cenário como quem mapeia um planeta ainda inexplorado: o calor, a secura, a dureza do chão. Em seguida, mergulha no espírito do sertanejo, figura trágica e heróica, que ele define como “antes de tudo, um forte”.

O conflito de Canudos surge, então, como o choque entre dois Brasis: o do litoral ilustrado e o do interior místico. Antônio Conselheiro e seus seguidores, vistos com desconfiança pela República nascente, resistem com fé e dignidade. A tragédia final é o “apocalipse” anunciado no título — não o fim de um mundo, mas o fim de uma inocência nacional.


A palavra que arde

Poucos autores conseguiram escrever com tamanha densidade poética e precisão científica. A prosa de Euclides da Cunha pulsa entre o lirismo e o diagnóstico, entre a poesia e o testemunho. Em certo trecho, ele escreve:

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte.”

Essa frase, tornada símbolo, resume não apenas o espírito da obra, mas também o olhar de quem viu no povo nordestino uma resistência que o Brasil urbano ainda não compreendera. Os Sertões é uma travessia: literária, histórica e espiritual.


O legado de uma revelação

Mais de um século depois, Os Sertões continua essencial para entender o Brasil. Sua leitura nos devolve a consciência de que as contradições sociais e humanas ainda ecoam — e que o sertão, em seu sentido mais amplo, nunca deixou de existir. A força da obra está em sua atualidade: enquanto houver desigualdade, haverá um sertão a ser lido.

Esta edição de “Os Sertões: Testemunho e Apocalipse” resgata o vigor do texto original e reafirma Euclides da Cunha como um dos maiores intérpretes do país.


Leia, sinta, testemunhe

📖 “Os Sertões: Testemunho e Apocalipse – Euclides da Cunha” está disponível na https://meuriodetodosostempos.com.br/produto/livro-os-sertoes-testemunho-e-apocalipse-euclides-da-cunha-usado/ — exemplar usado, em excelente estado de conservação, com compra online rápida e segura.

Os Sertões: Testemunho e Apocalipse

É uma leitura que acende a memória e devolve a palavra ao Brasil profundo.
Leia para ver. Para crer. Para compreender.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sert%C3%B5es

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