Aquarelas de Richard Bate – O Rio de Janeiro de 1808-1848 | Gilberto Ferrez | 1965.
O Rio de Janeiro do século XIX pelas aquarelas de Richard Bate
Aquarelas de Richard Bate – O Rio de Janeiro de 1808-1848 é uma importante obra de iconografia histórica carioca, organizada por Gilberto Ferrez e publicada pela Galeria Brasiliana, no Rio de Janeiro, em 1965.
A publicação reúne 29 reproduções de aquarelas de Richard Bate. O artista inglês registrou paisagens, construções, ruas e diferentes aspectos do Rio de Janeiro oitocentista. Dessa forma, suas imagens permitem observar uma cidade anterior às grandes transformações urbanísticas que modificariam profundamente sua paisagem.
Uma documentação visual do antigo Rio de Janeiro
As aquarelas apresentam lugares fundamentais para a história carioca. Entre eles, aparecem o Largo do Paço, a Rua Direita, o Mosteiro de São Bento, a Ilha das Cobras, a Igreja de Boa Viagem e diferentes vistas da Baía de Guanabara.
Além disso, as imagens possuem especial valor documental. Elas registram aspectos da arquitetura, da ocupação urbana e das paisagens da cidade durante a primeira metade do século XIX.
Por isso, a publicação interessa não apenas aos apreciadores de arte. Ela também constitui uma fonte iconográfica para pesquisadores, historiadores, arquitetos, estudantes e colecionadores.
Ao mesmo tempo, o volume permite ao leitor observar mudanças ocorridas na paisagem carioca ao longo do tempo. Nesse sentido, arte, história e memória urbana se encontram em uma mesma publicação.
Richard Bate e a paisagem carioca
Richard Bate foi um aquarelista e desenhista inglês que viveu diferentes períodos no Rio de Janeiro. Além de sua atividade artística, manteve comércio de instrumentos de precisão na cidade.
Seus trabalhos se tornaram registros visuais valiosos da arquitetura e da paisagem carioca. Assim, suas aquarelas ultrapassam o interesse puramente artístico e ajudam a documentar aspectos históricos do Rio de Janeiro.
Posteriormente, Gilberto Ferrez reuniu esse importante conjunto iconográfico no álbum publicado pela Galeria Brasiliana em 1965. Dessa maneira, imagens produzidas no século XIX chegaram a novos leitores por meio de uma edição especialmente dedicada à memória visual da cidade.
Uma edição bilíngue de grande formato
A publicação possui texto em português e inglês, com versão inglesa de Mary Jessop Dodd Ferrez.
Além disso, o volume apresenta 94 páginas e 29 aquarelas fac-similares, em grande formato, com aproximadamente 26,5 × 36,5 cm. Por isso, suas dimensões favorecem a observação das paisagens e dos detalhes presentes nas reproduções.
Publicada em 1965, esta edição também possui interesse para colecionadores de brasiliana, livros ilustrados e publicações antigas sobre o Rio de Janeiro.
Em resumo, trata-se de uma obra que reúne arte, documentação histórica e memória urbana. Sobretudo, oferece ao leitor a oportunidade de conhecer o Rio de Janeiro do século XIX através do olhar de Richard Bate.
Dados da obra
Título: Aquarelas de Richard Bate – O Rio de Janeiro de 1808-1848
Artista: Richard Bate
Organização e texto: Gilberto Ferrez
Versão inglesa: Mary Jessop Dodd Ferrez
Editora: Galeria Brasiliana
Local: Rio de Janeiro
Ano: 1965
Páginas: 94
Ilustrações: 29 aquarelas fac-similares
Idioma: Português e inglês
Formato aproximado: 26,5 × 36,5 cm
Estado de Conservação
Exemplar usado em bom estado de conservação. Apresenta sinais naturais da passagem do tempo e pontos de oxidação compatíveis com a idade da obra, especialmente em algumas margens e áreas do papel. Miolo íntegro e reproduções preservadas, sem prejuízo à leitura ou à apreciação das imagens. As fotografias do anúncio correspondem ao exemplar disponível.
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Livro impresso – produto físico. Não é e-book.
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