Castro Maya – Bibliófilo | Bibliophile | Vera de Alencar | Edição Bilíngue.
Castro Maya – Bibliófilo: livros como arte, memória e patrimônio
Para alguns, colecionar livros significa reuni-los. Para Raymundo Ottoni de Castro Maya, significava também preservar a cultura e transformar o próprio livro em objeto de arte.
Publicado em 2002 pela Editora Nova Fronteira, Castro Maya – Bibliófilo | Bibliophile apresenta uma das facetas mais fascinantes desse importante colecionador e mecenas brasileiro. Com organização de Vera de Alencar, a obra recupera sua profunda relação com os livros, as edições especiais e a bibliofilia.
Além disso, trata-se de uma edição bilíngue, em português e inglês, característica que amplia o interesse da publicação e reforça o alcance cultural do legado de Castro Maya.
Um colecionador que ajudou a preservar a cultura brasileira
Raymundo Ottoni de Castro Maya construiu ao longo da vida uma importante coleção de arte e livros. Entretanto, sua atuação ultrapassou o universo do colecionismo particular.
Apaixonado pelas artes e pela preservação cultural, esteve ligado a iniciativas que deixaram marcas duradouras na vida cultural do Rio de Janeiro. Seu legado permanece especialmente associado aos Museus Castro Maya, formados pelo Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, e pelo Museu do Açude, no Alto da Boa Vista.
Nesse universo, porém, os livros ocupavam um lugar muito especial.
A Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil
Em 1943, Castro Maya fundou no Rio de Janeiro a Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, uma iniciativa extraordinária na história editorial brasileira.
A proposta reunia literatura e artes plásticas na produção de edições especiais de autores nacionais. Para isso, textos literários recebiam projetos gráficos e ilustrações de artistas, aproximando o livro da condição de objeto artístico.
Assim, a bibliofilia de Castro Maya não se limitava à busca por exemplares raros. Ela também envolvia o cuidado com papel, impressão, ilustração, projeto gráfico e qualidade editorial.
É justamente essa relação entre livro, arte e colecionismo que torna sua trajetória especialmente interessante.
Um livro sobre quem amava livros
Castro Maya – Bibliófilo | Bibliophile ganha um significado particular porque seu próprio tema é o universo do livro.
Ao recuperar essa dimensão da trajetória de Castro Maya, a publicação permite conhecer melhor um personagem fundamental para a história do colecionismo, da bibliofilia e da preservação cultural no Brasil.
Por isso, é uma obra especialmente indicada para bibliófilos, colecionadores, pesquisadores, historiadores, estudiosos das artes gráficas e leitores interessados na memória cultural brasileira e carioca.
É também um livro para quem acredita que determinadas edições ultrapassam sua função de leitura e passam a fazer parte da própria história da cultura.
Estado de conservação
Livro usado, capa dura, em excelente estado de conservação.
Um belo exemplar dedicado a um homem que compreendeu o livro não apenas como suporte para a palavra escrita, mas também como objeto de arte, memória e patrimônio.
📚 Disponível na Livraria Meu Rio de Todos os Tempos.
Livro impresso – produto físico. Não é e-book.
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