O Sertão Carioca – Magalhães Corrêa | Coleção Memória do Rio 5 | Edição Fac-similar.
O Rio de Janeiro muito além de sua paisagem urbana
O Sertão Carioca, de Armando Magalhães Corrêa, é uma obra fundamental para conhecer uma parte do Rio de Janeiro que permaneceu, durante muito tempo, distante da imagem de grande metrópole associada à cidade.
O autor percorreu áreas da Baixada de Jacarepaguá, Maciço da Pedra Branca e regiões próximas, observando paisagens, caminhos, águas, atividades econômicas e modos de vida de seus habitantes.
Dessa forma, construiu um amplo registro de um território carioca marcado pela convivência entre natureza, trabalho e comunidades locais.
Onde ficava o “sertão” dentro do Rio?
O sertão descrito por Magalhães Corrêa não estava a centenas de quilômetros da então capital brasileira.
Ao contrário, encontrava-se nas proximidades da própria cidade urbanizada. Seu estudo abrangia áreas relacionadas à Baixada de Jacarepaguá e aos maciços da Tijuca e da Pedra Branca.
Assim, o autor revelou a existência de realidades rurais e modos tradicionais de vida muito próximos do centro político e urbano do país.
O contraste entre esses territórios e a cidade moderna tornou-se um dos aspectos mais importantes da obra.
Jacarepaguá, Vargens, Guaratiba e o Maciço da Pedra Branca
As observações de Magalhães Corrêa alcançam localidades e paisagens que sofreriam profundas transformações ao longo do século XX.
Nesse sentido, aparecem áreas relacionadas a Jacarepaguá, Vargem Grande, Vargem Pequena, Guaratiba e ao Maciço da Pedra Branca, entre outras regiões.
O autor percorreu trilhas, estradas, fazendas, praias, lagoas, aquedutos, barragens e pontes.
Além disso, observou a fauna, a flora, as construções e as atividades humanas encontradas durante essas incursões.
O resultado é um registro precioso para compreender a história ambiental e social da Zona Oeste carioca.
Os trabalhadores do antigo sertão carioca
Magalhães Corrêa dedicou especial atenção às pessoas que viviam e trabalhavam nesses territórios.
Por exemplo, registrou pescadores, agricultores, carvoeiros, machadeiros, esteireiras, cesteiros, oleiros, tropeiros e outros trabalhadores ligados à vida cotidiana da região.
Também observou ofícios e conhecimentos relacionados ao aproveitamento dos recursos naturais.
Dessa maneira, sua obra preservou informações sobre práticas, profissões e formas de subsistência que ajudam a reconstruir a memória social desses lugares.
Natureza, paisagem e preservação
A preocupação de Magalhães Corrêa não se limitava à descrição das comunidades.
Ao mesmo tempo, o autor observava a conservação das florestas, dos mananciais, da fauna e das paisagens.
Seus registros revelam preocupação com os efeitos da intervenção humana e com a necessidade de preservar os recursos naturais.
Por isso, O Sertão Carioca também adquiriu importância para pesquisadores interessados na história ambiental do Rio de Janeiro.
Natureza e sociedade aparecem, portanto, como elementos inseparáveis na compreensão daquele território.
Uma obra construída também através de imagens
Magalhães Corrêa não registrou o sertão carioca apenas por meio da escrita.
Artista e observador atento, produziu numerosos desenhos a bico de pena representando paisagens, construções, trabalhadores, objetos e atividades cotidianas.
Além disso, a publicação original foi enriquecida com essas ilustrações, que transformaram a obra em importante documento iconográfico.
Os desenhos permitem observar aspectos materiais de um Rio que se modificou profundamente ao longo das décadas.
Assim, texto e imagem trabalham juntos na preservação da memória daquele território.
Do Correio da Manhã ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
Os estudos que deram origem a O Sertão Carioca apareceram inicialmente no jornal Correio da Manhã, no início da década de 1930.
Posteriormente, o trabalho foi incorporado ao Volume 167 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
Embora o volume seja identificado como referente a 1933, sua impressão pela Imprensa Nacional ocorreu em 1936.
Dessa forma, consolidou-se uma obra que continuaria sendo utilizada por pesquisadores muitas décadas depois.
Coleção Memória do Rio – Volume 5
Este exemplar integra a Coleção Memória do Rio, iniciativa da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro criada para recuperar obras antigas, esgotadas e de difícil aquisição.
A coleção pretendia colocar importantes fontes da história carioca ao alcance de estudantes e pesquisadores.
Nesse contexto, O Sertão Carioca foi escolhido como o Volume 5 da série.
A publicação reproduz em fac-símile a edição histórica, preservando características do documento original.
Além disso, a coleção foi coordenada por Paulo Berger, durante a administração do prefeito Marcos Tamoyo.
Uma fonte para compreender a Zona Oeste do Rio
Com a transformação urbana das antigas áreas estudadas por Magalhães Corrêa, o livro ganhou uma dimensão histórica ainda maior.
Por exemplo, territórios outrora associados ao sertão passaram por expansão populacional, abertura de vias, urbanização e intensa ocupação.
Por conseguinte, os registros do autor ajudam a compreender paisagens e formas de vida anteriores a muitas dessas mudanças.
A obra interessa especialmente a historiadores, geógrafos, pesquisadores de memória social, urbanistas e estudiosos da história ambiental.
Da mesma forma, possui grande valor para moradores e pesquisadores interessados na memória de Jacarepaguá, das Vargens, de Guaratiba e do Maciço da Pedra Branca.
Dados da obra
Título: O Sertão Carioca
Autor: Armando Magalhães Corrêa
Coleção: Memória do Rio
Volume: 5
Instituição responsável: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Coordenação: Paulo Berger
Apresentação: reimpressão fac-similar
Publicação histórica: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Volume 167
Impressão da publicação histórica: Imprensa Nacional, 1936
Páginas desta edição: 482
Ilustrações: desenhos e registros gráficos de Magalhães Corrêa
Idioma: português
Temas: Rio de Janeiro, Zona Oeste, Jacarepaguá, Maciço da Pedra Branca, natureza, cultura, memória, história urbana e história ambiental.
Estado de Conservação
Livro usado. As páginas encontram-se em bom estado de conservação, preservadas e adequadas à leitura. A capa e a contracapa apresentam manchas e pontos de oxidação decorrentes da ação natural do tempo, conforme mostram as fotografias do anúncio. Entretanto, essas características não comprometem o teor, a leitura ou a qualidade da obra. As fotografias correspondem ao exemplar disponível.
📚 Quer ver mais detalhes deste exemplar?
Gostaria de receber outras fotografias ou verificar algum detalhe do livro antes da compra? Fale conosco pelo WhatsApp. Teremos o maior prazer em mostrar o exemplar com mais detalhes e esclarecer suas dúvidas.
WhatsApp: (21) 99826-7053
Livro impresso – produto físico. Não é e-book.
Por fim, a Livraria Meu Rio de Todos os Tempos apresenta uma obra que preserva a memória de territórios, paisagens, trabalhadores e modos de vida de um Rio de Janeiro profundamente transformado pelo tempo. Em síntese, O Sertão Carioca permite conhecer uma cidade que existia além de suas avenidas e edifícios, onde natureza e vida cotidiana também escreviam a história carioca.