Terra Carioca – Fontes e Chafarizes – Magalhães Corrêa | Coleção Memória do Rio 4.
A história do Rio de Janeiro contada através de suas águas
Terra Carioca – Fontes e Chafarizes, de Armando Magalhães Corrêa, recupera uma parte fascinante da história urbana do Rio de Janeiro: as fontes, bicas e chafarizes que durante séculos abasteceram moradores e participaram da vida cotidiana da cidade.
Antes da implantação dos modernos sistemas de abastecimento, buscar água fazia parte da rotina carioca. Por isso, fontes e chafarizes não eram apenas elementos ornamentais. Eles ocupavam posição fundamental na organização da cidade e na vida de sua população.
Dessa forma, Magalhães Corrêa transforma a história da água em uma maneira singular de percorrer o passado do Rio.
Fontes e chafarizes como documentos da cidade
A obra reúne informações históricas sobre estruturas de abastecimento distribuídas por diferentes áreas cariocas.
Além disso, o autor registra suas características, localização e transformações ao longo do tempo.
Nesse percurso aparecem chafarizes conhecidos, antigas bicas e outras construções relacionadas ao fornecimento de água.
Assim, cada fonte se transforma também em testemunho das mudanças ocorridas nas ruas, praças e bairros do Rio de Janeiro.
Da Carioca às antigas bicas do Rio
A história do abastecimento carioca está profundamente ligada aos aquedutos, encanamentos, fontes e chafarizes que conduziam e distribuíam água pela cidade.
Nesse sentido, a obra permite acompanhar diferentes soluções adotadas para atender uma população em constante crescimento.
Entre os registros encontram-se estruturas relacionadas ao Largo da Carioca, Santa Rita, Glória, Rua do Riachuelo, Cosme Velho, Praça XV e outras áreas.
Por exemplo, aparecem o Chafariz das Marrecas, a antiga Bica da Rainha e diferentes chafarizes que marcaram a paisagem carioca.
Portanto, o livro também funciona como uma espécie de percurso histórico por espaços conhecidos da cidade.
A água e o cotidiano dos cariocas
Os chafarizes possuíam uma função que ultrapassava o abastecimento.
Em torno deles circulavam moradores, trabalhadores, escravizados, vendedores e animais. Ao mesmo tempo, esses espaços acompanhavam atividades domésticas e diferentes aspectos da vida urbana.
A própria história dos chafarizes revela, portanto, relações sociais e formas de utilização do espaço público.
Dessa maneira, estudar a distribuição da água também ajuda a compreender como os cariocas viviam e se relacionavam com a cidade.
Engenharia, arquitetura e transformação urbana
Fontes e chafarizes também permitem acompanhar diferentes momentos da engenharia e da arquitetura do Rio de Janeiro.
Aquedutos, canalizações e sistemas de distribuição foram modificados conforme a cidade crescia.
Além disso, alguns chafarizes desapareceram, enquanto outros foram transferidos ou incorporados a novas paisagens urbanas.
Por conseguinte, a obra registra não apenas monumentos, mas também sucessivas transformações do espaço carioca.
Mestre Valentim e outros capítulos da paisagem carioca
Alguns dos chafarizes históricos do Rio estão ligados a personagens importantes da arquitetura e das artes.
Entre eles está Mestre Valentim, responsável por obras que marcaram a paisagem da cidade nos séculos XVIII e XIX.
Por exemplo, o Chafariz das Marrecas aparece entre os registros realizados por Magalhães Corrêa.
Outras estruturas revelam influências e projetos de diferentes períodos.
Assim, o estudo dos chafarizes também oferece caminhos para conhecer a história da arquitetura, da arte pública e do patrimônio carioca.
Os desenhos de Magalhães Corrêa
Um dos grandes atrativos da obra está em sua dimensão visual.
Magalhães Corrêa não se limitou à pesquisa escrita. Além disso, documentou fontes e chafarizes por meio de seus próprios desenhos.
Essas imagens registram detalhes arquitetônicos e ajudam a compreender construções que foram modificadas ou desapareceram.
Dessa forma, os desenhos possuem valor artístico e documental.
Texto e imagem trabalham juntos, portanto, para preservar aspectos da memória urbana do Rio de Janeiro.
Uma obra histórica de 1935
Terra Carioca – Fontes e Chafarizes integra originalmente o Volume 170 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, publicado em 1935.
A obra reúne 214 páginas e constitui uma importante referência sobre evolução urbana, memória e patrimônio do Rio de Janeiro.
Posteriormente, o trabalho foi escolhido para integrar a Coleção Memória do Rio, criada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.
Coleção Memória do Rio – Volume 4
A Coleção Memória do Rio foi concebida para recuperar obras antigas, esgotadas e de difícil aquisição.
Seu objetivo era aproximar estudantes e pesquisadores de importantes fontes sobre a história da cidade.
Nesse contexto, Terra Carioca – Fontes e Chafarizes tornou-se o Volume 4 da coleção, em reimpressão fac-similar.
A publicação foi realizada durante a administração do prefeito Marcos Tamoyo e teve Paulo Berger como coordenador.
Desse modo, a edição preservou e tornou novamente acessível um estudo histórico publicado décadas antes.
Uma fonte para pesquisadores e apaixonados pelo Rio
A obra interessa a leitores de história, arquitetura, urbanismo e patrimônio.
Da mesma forma, possui especial valor para pesquisadores interessados no desenvolvimento dos sistemas de abastecimento de água e na transformação dos espaços públicos cariocas.
Seus registros permitem investigar construções desaparecidas e acompanhar mudanças em diferentes regiões da cidade.
Por isso, o livro também pode despertar o interesse de colecionadores e leitores que procuram obras especializadas sobre o Rio antigo.
Dados da obra
Título: Terra Carioca – Fontes e Chafarizes
Autor: Armando Magalhães Corrêa
Coleção: Memória do Rio
Volume: 4
Instituição responsável: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Coordenação: Paulo Berger
Apresentação: reimpressão fac-similar
Publicação histórica: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
Volume da publicação histórica: 170
Ano da publicação histórica: 1935
Páginas: 214
Idioma: português
Temas: Rio de Janeiro, fontes, chafarizes, abastecimento de água, história urbana, arquitetura, patrimônio e memória carioca.
Estado de Conservação
Livro usado. O interior encontra-se em boas condições de conservação, preservado e adequado à leitura. A capa e a contracapa apresentam pontos e manchas amareladas de oxidação decorrentes da ação natural do tempo, conforme mostram as fotografias do anúncio. Entretanto, essas características não comprometem o teor, a leitura ou a qualidade da obra. As fotografias correspondem ao exemplar disponível.
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Livro impresso – produto físico. Não é e-book.
Por fim, a Livraria Meu Rio de Todos os Tempos apresenta uma obra que permite redescobrir o Rio de Janeiro através de um elemento essencial à sua própria história: a água. Em síntese, fontes, bicas e chafarizes transformam-se nas páginas de Magalhães Corrêa em testemunhos da vida cotidiana e das mudanças da cidade.
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